Bolivia, lejos de pedir ayuda al FMI, afianza exportaciones / Bolívia aumenta as exportações sem ajuda do FMI

 

Sullkata M. Quilla-CLAE|

El vicepresidente Álvaro García Linera, fue taxativo al descartar la posibilidad de que el país pida ayuda financiera al Fondo Monetario Internacional (FMI), y destacó que el de Bolivia, constituye hoy el único modelo económico exitoso de la región, con un crecimiento planificado superior al 4,5 por ciento, el cual será verificado por el Banco Mundial.

García Linera señaló que desde 2003, Bolivia no recurre a esa organización financiera, como sucedía anteriormente cuando el país tenía problemas en su economía interna. E indicó en este 2018, por quinto año consecutivo la economía boliviana será la que registre mayor crecimiento en América Latina.

Sin referirse a la crisis argentina, lamentó que otros países de la región atraviesen por una situación extrema de crisis que les obliga a recubol mujerrrir al FMI y soportar las condiciones que se les imponga para acceder a un crédito que les ayude a estabilizar su economía.

Esta estabilidad responde al diseño de un modelo económico basado en pilares sustentables y sólidos dentro de los que figuran la recuperación del excedente económico, la redistribución de la riqueza, la nacionalización de empresas, la bolivianización de la economía y la creciente diversificación económica, dijo. Este modelo funciona y va a seguir funcionando por una década y media más. Tiene suficiente combustible para llegar muy lejos, complementó el vicepresidente del Estado, añadió.

Bolivia, en los últimos 12 años sacó a la población de la extrema pobreza en un 20 por ciento, cifra que no fue alcanzada por ninguna nación vecina y se mostró confiando en que en los siguientes meses habrá más flujo económico por el incremento en el precio de los minerales, la soya, el precio del gas e hidrocarburos y otros productos de exportación.

A pesar de la crisis del precio de las materias primas, logró ahorrar y fue cauto en no despilfarrar el dinero que le llegó después de decretar la nacionalización de los hidrocarburos en 2006, amparado en los cuantiosos ingresos que le dan las exportaciones de gas natural (que le vende a Brasil y Argentina). Le llaman «el milagro económico boliviano”.

Argentina, Brasil, México

El presidente Evo Morales se reunió la última semana en La Paz con el canciller de México, Luis Videgaray, quien le informbol hidrocarburosó la decisión de su gobierno de liberar la importación de quinua boliviana, lo que permitirá a los productores bolivianos exportar este producto sin restricciones.

«México es un mercado grande, somos un país de más de 125 millones de habitantes, en el cual la quinua es un producto que se ha vuelto muy popular, y que hoy llegará directamente de Bolivia”, agregó Videgaray.

A su vez, el ministro de Hidrocarburos, Luis Alberto Sánchez, aseguró que Bolivia garantiza cumplir con la demanda para la venta de gas a Brasil por los siguientes 7 u 8 años, mientras que la exportación del hidrocarburo hacia Argentina está consolidada hasta 2026, además de cubrir el mercado interno «hasta 2045».

Bolivia cuenta actualmente con 10 trillones de metros cúbicos (TCF’s) de reservas de gas probadas y con múltiples inversiones en tareas de exploración conducidas a incrementarlas. «En los próximos 3 o 4 años iremos incrementando las reservas hidrocarburíferas», resaltó el ministro.

*Antropóloga y economista , analista asociada al Centro Latinoamericano de Análisis Estratégico (CLAE, www.estrategia.la)


EN PORTUGUÉS
Bolívia aumenta as exportações sem ajuda do FMI

Por Sullkata M. Quilla

O vice-presidente Álvaro García Linera foi taxativo ao descartar a possibilidade de que o país peça ajuda financeira ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e destacou que o modelo econômico boliviano hoje é o único da região com um crescimento planificado superior a 4,5%, informação que é confirmada pelo Banco Mundial.

Na mesma entrevista, García Linera contou que a Bolívia recorria a essa organização financeira desde 2003, época em que o país tinha problemas em sua economia interna, e indicou que neste 2018, pelo quinto ano consecutivo, a economia do país será a que registrará o maior crescimento da América Latina.

Sem se referir especificamente à crise argentina, lamentou que outros países da região atravessem situação de extrema crise, que os obriga a recorrer ao FMI e suportar as duras condições impostas para acessar um crédito que ajude a estabilizar sua economia.

“Essa estabilidade responde ao desenho de um modelo econômico baseado em pilares sustentáveis e sólidos, dentro dos quais figuram a recuperação do excedente econômico, a redistribuição da riqueza, a nacionalização de empresas, a bolivianização da economia e a crescente diversificação econômica”, disse o vice-presidente, e acrescentou: “este modelo funciona e continuará funcionando por mais uma década e meia. Temos combustível suficiente para chegar muito longe”.

A Bolívia, nos últimos 12 anos, tirou ao menos 20% da sua população da extrema pobreza, cifra que não foi alcançada por nenhuma nação vizinha – exceto o Brasil, embora esse, após o golpe de Estado contra Dilma Rousseff e a partir do governo de facto de Michel Temer, venha mostrando um enorme retrocesso nesse aspecto, com uma recuperação dos níveis de desigualdade se aproximando dos números anteriores ao do primeiro governo de Lula da Silva.

García Linera também se mostrou confiante em que os seguintes meses serão de mais fluxo econômico pelo aumento no preço dos minerais, da soja e sobretudo do preço do gás, além de outros produtos de exportação.

Apesar da crise no preço das matérias primas, o país conseguiu acumular reservas durante muitos anos, e não desperdiçou recursos depois de decretar a nacionalização dos hidrocarbonetos em 2006, amparado na renda das exportações de gás natural (vendido para Brasil e Argentina).

Argentina, Brasil e México

Por sua parte, o presidente Evo Morales se reuniu na última semana, em La Paz, com o chanceler do México, Luis Videgaray, que informou sobre a decisão de seu governo de liberar a importação de quinoa boliviana, o que permitirá aos produtores bolivianos exportar esse produto sem restrições.

“O México é um mercado grande, somos um país de mais de 125 milhões de habitantes, no qual a quinoa é um produto que voltou a ser muito popular, e que hoje chegará diretamente de Bolívia”, agregou Videgaray.

Já o ministro de Hidrocarbonetos, Luis Alberto Sánchez, assegurou que a Bolívia garante cumprir com a demanda para a venda de gás ao Brasil pelos seguintes 7 ou 8 anos, enquanto a exportação para a Argentina está consolidada até 2026, além de cobrir o mercado interno “até 2045”.

A Bolívia conta atualmente com 10 trilhões de metros cúbicos de reservas de gás provadas e com múltiplos investimentos em exploração para incrementá-las. “Nos próximos 3 ou 4 anos, deveremos aumentar as nossas reservas de gás natural”, ressaltou o ministro.

Sullkata M. Quilla é antropóloga e economista boliviana, e analista associada ao Centro Latino-Americano de Análise Estratégico (CLAE)
www.estrategia.la

 

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